sábado, 6 de agosto de 2011

Insensata razão

Razão ingrata insiste em bater a porta do desejo...ensejo do beijo.
Arapuca maluca, cutuca, perturba, disfarça, afasta...torna a volta.

Razão ingrata, maltrata...
pura pele, pelo poro arrepia o pelo.

Insensata razão...farça, faca, enfadada...

domingo, 10 de julho de 2011

Quero!

Eu quero um amor
daqueles que vê estrelas no céu
no vênus iluminado pelo sol
pousa a plenitude da felicidade

Eu quero um céu
que traga o sol e a lua
sem que eu peça
e o brilho das estrela

Eu quero o mar
com as ondas que vão e vem
com a melodia das suas marés
com a areia que gruda no corpo

Eu quero a lua
com sua inconstância que fascina
e sua beleza imponente
no céu escuro das noite latentes

Eu quero você
que é tudo isso junto
que é o azul do céu nos dias de outono
que é a ressaca das marés de março
que nos ciclos da lua cheia traz sua intensidade

Eu quero você
mesmo com o céu nublado carregado de chuva
mesmo com as fortes correntezas do mar
mesmo com a labilidade das emoções que a lua emana

Eu quero que você me queira
E eu querendo o teu querer
que os quereres enfim sejam nossos
e devotos, intocável pelo próximo.

Manu Rios
10/07/2011


sábado, 2 de julho de 2011

Silêncio

O que é q há agora
você some
se esconde
da janela pra fora

A brisa fria que aqui escorre
corta, passa, disfarça
a farsa da solidão
em vão...

terça-feira, 28 de junho de 2011

Quem sabe faz a hora

Vamos viver a realidade
curtir toda essa insanidade
que invade o nosso ser
Ser você e te ver e te ter...e te querer

O resto é apenas o resto
O que importa é o todo
E o todo é tudo
E o tudo sou eu

Vem, abre a porta
Traz a fantasia de outrora
Pra o mundo de agora
E aflora a paz da alma.


Escrito após assistir Midnight in Paris de Woody Allen



domingo, 15 de maio de 2011

Leve, leve...

Leve pluma

Alma canta

Corpo sorri

Volta

Alegria, alegria

Outono solar

Abraços fortes

Peito escancarado

Portas arrombadas

Desbrava, desbrava

Plenitude, beleza

Brilho, brio, cego ego

Sopro leva

Volúpia viva de vida

Corre e grita

Anuncia a volta

Pra nunca mais

Mais e mais e vai e faz e paz...

quarta-feira, 4 de maio de 2011

A flor da pele murchou

Abismo intransponível.

Limbo vazio.

Sem cor, sem dor, sem gosto...

Sem nada.

Conhecido estranho.

Toque sem corpo.

Pêlo sem pele.

Frio sem arrepio.

Vagas palavras.

Sensações ao léu.

Não vem mais.

Não é mais.

Ficou pra trás.

A flor da pele murchou.

As folhas se foram no outono.

O céu abriu num dia de frio.

Frio da alma.

Desliza ladeira abaixo.


04/05/11

Fazer o quê?

E vai fazer o quê?

Resistir?

Sucumbe ao desejo vadio,

deixar ir,

esvair.

Forte pluma suave,

escorre, socorre.

Faz forte o fraco do simples,

o acaso do complexo forte.

E morre, decorre,

sufoca o encanto da ilusão,

deseja o corpo do coração,

Aliás, se vai em vão,

volta e recorre,

estorna e explode,

Vem e vai no compasso sem passo,

descompasso do espaço.

Tempo insano.

Presente mundano.

Espreme o pano,

e entra pelo cano.


23/04/11